domingo, 15 de dezembro de 2013

Magia cigana para afastar a negatividade de sua saúde

Muitas vezes um problema de saúde origina-se da carga negativa que alguém nos enviou ou mesmo que nós absorvemos inconscientemente num determinado ambiente.
Para conseguir evitar e anular este tipo de coisa faça esta magia com muita fé.
Deve ser feito em um dia de sábado, de Lua minguante.
Se não tiver, providencie um espelho de qualquer tamanho para usar no seu quarto. Olhe nele uma vez ordenando-o que ele absorva todo o mal e doença que estiver com você, depois o cubra com pano preto (virgem) pelo período de três dias. Após esse prazo, retire e queime o pano numa fogueira. Antes de voltar a usar o espelho, limpe sua superfície com um pano branco, molhado em água e sal grosso.
Todos os dias, quando despertar, olhar atentamente sua própria imagem no espelho e mentalize um círculo lilás em volta de você, transmutando toda energia negativa e todo tipo de doença em saúde.

Por Hérick Lechinski

Feitiço cigano para afastar pessoa indesejável

No terceiro dia de lua minguante, na beira de um rio (de preferência de noite), acenda uma vela branca (pedindo a sua proteção), uma vermelha (invocando o Cigano Juan) e uma preta (pedindo o afastamento da pessoa indesejável), queime em um pote ou travessa te barro (de preferência pintado de preto), pertences (uma peça de roupa, cabelo ou pedaços de unha) da pessoa indesejável, rogando a Juan que leve esta pessoa para bem longe de sua vida ou da vida de quem você desejar.
Depois que os pertences tornarem-se cinzas, jogue tudo no rio, mentalizando o afastamento de tal pessoa. 
E diga com bastante força:
“Pelo poder do fogo, que tudo queima e transforma, pela força das águas que correm para o mar, que Juan leve (fulano/a) para bem longe de mim e que ele(a) não cruze mais os meus caminhos. Que assim seja e assim se faça...”
Agradeça a espiritualidade (principalmente o Cigano Juan) e venha embora sem olhar para trás. Pedindo que nada de mal lhe acompanhe...
 
Por Hérick Lechinski

Filtro cigano para purificar a sua casa

Em um dia de sábado, de Lua minguante, coloque atrás das portas principais de sua casa: um copo de vidro com água, 21 pedrinhas de sal grosso, 3 pedras pequenas de carvão e 1 galho de arruda (verde), rogando a espiritualidade maior (Deus - Devla) e a sua devoção que purifiquem sua morada de todos os males espirituais e materiais. 
Quando o carvão afundar despache tudo (menos o copo) em água corrente ou em uma encruzilhada longe de sua casa, pedindo que todo o mal e negatividade de sua casa sejam levados para longe, se extinga. 
Venha embora sem olhar para trás.
Chegando em casa tome um banho de sal grosso do pescoço para baixo e um de açúcar cristal dês de cabeça e vista uma roupa branca ou clara.
 
Por Hérick Lechinski

sábado, 14 de dezembro de 2013

Manglimos Katar Sara Kali - Oração à Santa Sara Kali

Manglimos Katar e Santa Sara Kali Tu Ke San Pervo Icana Romli Anelumia Tu Ke Biladiato Le Gajie Anassogodi Guindiças Tu Ke daradiato Le Gajie, Tai Chudiato Anemaria Thie Meres Bi Paiesco Tai Bocotar Janes So Si e Dar, E Bock, Thai O Duck Ano Ilô Thiena Mekes Murre Dusmaia Thie Açal Mandar Thai Thie Bilavelma Thie Aves Murri Dukata Angral O Dhiel Thie Dhiesma Bar, Sastimôs Thai Thie Blagois Murrô Traio Thie Diel O Dhiel.

Suntô Mariônê – Ave Maria

Suntô Marionê, pérdô san ando svêtô ô Del tu sai.
Uusí san angla Sá e juvliá uusôi ô fruktô kai arakádilas tutar Jesus.

Suntô Mariônê Del leski dei rudissar paala amarre becerra akaanak ai Kanã méérassa.

Dat Amarô – Pai Nosso

Dat amaro cai san ando tchêri
Súnto si tiro anáv
Av aménde ando tiro rhaio
Ai te avêl pô tiro Kate pe luma SAR ando tchêri
Ô mânro amaro saco diêsco, deamem
Adiês, ai ertisar amarhê bezerrhá.
Sar ame ertisarás codolêngue cai
Querén nassulipê améngue
Na muk te querás nassulipê, ai dik pala amendê
Sóstar tórôi ô rhaio ê zôr ai blichís míndik.

Amém!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sára Kalí, a Santa Protetora dos Manush/Sinte


A primeira menção histórica a respeito de Sarah la Kali foi encontrada em um texto escrito em 1521, por Vincent Philippon intitulado, A Lenda das Santas-Marias. Suas páginas manuscritas encontram-se agora na biblioteca de Arles. Nesta versão da lenda, Sarah vivia em Camargue, sul da França (sem mais detalhes) entre ciganos do clã Sinte.

De acordo com outra narrativa, Sarah era de nascença uma egípcia e foi para a Palestina como escrava de José de Arimatéia. Este, que no ano 50 d.C empreendeu fuga da perseguição romana aos cristãos, viajando através do mar em uma pequena embarcação acompanhado de Maria Jacobina (irmã de Maria de Nazaré), Maria Salomé(mãe dos apóstolos João e Tiago) e Maria (mãe de Jesus). Eles se depararam com uma tempestade severa e segundo essa versão da lenda, Sarah guiou a todos, por meio da leitura das estrelas, para a costa distante, no sul da França.

Em outra lenda que nós, ciganos Sinte, acreditamos muito mais... Sarah la Kali foi uma cigana que estava acampada na costa ao sul da França, quando o barco em questão se aproximou. E o contato entre ela e as "marias vindas do mar" se deu da seguinte forma: de acordo com Franz Ville, autor do livro (Tziganes, editado em Bruxelas 1956): "Uma de nossa gente foi quem recebeu a primeira revelação e essa pessoa foi Sarah la Kali. Nascida em uma família cigana, Sarah la Kali foi a pessoa principal de seu clã em Rhone (antigo nome da atual cidade de Saint Marie de La Mer). Ela foi escolhida como sacerdotisa-iniciada nos elementos Terra, Água e Ar e é por esse motivo que se vestia de preto, daí seu nome Sarah la Kali (em Romanês, Kali significa preto). Conhecedora de todos os segredos a ela transmitidos, e diga-se de passagem eram muitos os segredos; pois nós, ciganos, a esse tempo já conhecíamos os fundamentos de várias religiões e dominávamos várias formas de ocultismo. Nessa época uma vez por ano, os ciganos Sinte colocavam em seus ombros a estátua de ISHTAR (a filha da Lua) e entravam no mar para receber suas bênçãos (fato que atualmente ocorre com a imagem de Sarah la Kali). Ainda há registros nas tradições orais em Romani desta parte da lenda:

“um dia Sarah la Kali teve visões que a informaram: as "marias" que estiveram presentes à morte de Jesus viriam para sua região e que ela as ajudaria. Sarah viu-as chegando em um barco. O mar estava bravio e ameaçava afundar a embarcação. Sarah lançou seu lenço nas ondas e, usando o mesmo, caminhou sobre as águas ajudando as "marias" a desembarcarem em segurança.”

Na verdade Saintes-Maries-de-la-Mer, ou "santas marias do mar", é uma pequena vila de pescadores localizada no centro-sul da costa do mediterrâneo, França, na região de Camargue de Bouches-du-Rhone. Escavações arqueológicas e lendas locais indicam que a região tem sido venerada como um lugar sagrado por uma sucessão de culturas, incluindo os celtas, romanos, cristãos e, mais recentemente, nós, os ciganos. Uma vez que era o local sagrado da deusa tríplice celta – ligada às águas (a deusa tríplice é o cerne das religiões pagãs e está presente em diversas culturas). Na cultura celta, há várias deusas que assumem esse papel de deusa tríplice, trazendo em si as três fases da vida: nascimento, crescimento e morte. São representadas por uma mulher que traz em si a adolescente, a mãe e a anciã. O três ou a tríade, antes mesmo de ser usado no Cristianismo, era a base da magia e religião celta, pois se baseava não só nas três fases da vida, mas também nas estações (que no início eram contadas como três – sendo que uma dependia da Terra, outra da Água e a última do Ar). Em época celta a cidade possuía uma deusa da primavera conhecida pelo nome de Oppidum Priscum Ra. A adoração à deusa tríplice da água foi substituída por templos romanos dedicados a Artemis, Cibele e Ísis. Já em 542 dC, a cidade era conhecida como Saintes-Maries-de-la-Barca, em 1838, recebeu seu nome atual: o de “Saint Maries de la Mer”. Fontes históricas mencionam uma igreja do século 9 construída na vila, mas muito pouco se sabe sobre a história da cidade antes do século 14, por causa de sua localização remota. Não se sabe exatamente quando e por que a igreja da vila se tornou o local mais sagrado dos ciganos "manushes", algum tempo após sua chegada na Europa no início dos anos 1400.

Outros aspectos de Sarah la Kali:
 
Quando nas lendas aparece a referência de que ela foi escolhida como sacerdotisa iniciada, na realidade isso equivale a dizer: ela era a personificação de uma Shakti. E dentro dos conceitos atávicos que trouxemos do norte da Índia, como personificação de uma Shakti, Sarah la Kali exercia a proteção dos oprimidos e perseguidos e é por isso que alguns clãs ciganos peregrinam rumo ao "santuário" de Sarah la Kali, em Saint Marie de la Mer, na França.

Nicolas Ramanush