quarta-feira, 8 de abril de 2020
8 de Abril - Dia internacional dos ciganos.
sábado, 7 de março de 2020
Santa Sára, a História Sagrada, por Sibyla Rudana...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Dukkerni Jessyka Rayanna
Se, no livro do céu, a tua sina está escrita,embaralha e corta sem temor,
pois a carta, na tua mão, alegre será e muita felicidade anunciará.
Mas se deves morrer,
se a palavra temível tiver sido escrita pela sorte,
mesmo que recomeces vinte vezes,
a carta impiedosa sempre repetirá: morte!
Sempre, sempre igual: morte!"
embaralha e corta sem temor,
pois a carta, na tua mão, alegre será e muita felicidade anunciará.
Mas se deves morrer,
se a palavra temível tiver sido escrita pela sorte,
mesmo que recomeces vinte vezes,
a carta impiedosa sempre repetirá: morte!Sempre, sempre igual: morte!"- Texto: Terceiro ato da ópera Carmen, do compositor francês Georges Bizet
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Elixir Cigano do Amor
As nove plantas mágicas dos ciganos
ARTEMÍSIA:
Usa-se toda a planta. Serve para os rins (em chás), fígado, febre e digestão difícil.
ALHO:
O bulbo. Rins, expectorante, estimula o apetite e cura o resfriado. Ativa a função sexual.
BARDANA:
Usa-se a raiz. Diurético, cura doenças venéras.
BOTÃO-DE-OURO:
Raiz. Laxativo e cura resfriados.
DENTE-DE-LEÃO:
Reumatismo, irritação, dá novas forcas.
GENGIBRE:
Raiz. Diarréia, gripe, febres e bronquites.
MANDRÁGORA, MARAVILHA DO MUNDO, PLANTA DA FEITIÇARIA:
Fazem-se bonecos (vodu).
HORTELÃ:
Toda a planta. Cura resfriados, calafrios, febres, vômitos e náuseas.
PIMENTÃO:
O fruto. Faz-se feitiço de amarração e é um bom tônico.
Fonte:
A astrologia dos ciganos, Maria Helena Farelli.
Incensos e suas funções astrais
Almíscar: Para favorecer os romances
Jasmin: Para o amor
Lótus: Paz e tranquilidade
Benjoim: Para proteção e limpeza
Sândalo: Para estabelecer relação com o astral.
Mirra: Incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço.
Laranja: Para acalmar alguém ou o ambiente.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Dia Internacional da Lembrança do Holocausto Povo Cigano.
Dia Internacional da Lembrança do Holocausto
Povo Cigano - E a eterna luta contra o preconceito.
Hoje, 27 de janeiro, é uma das datas onde são lembradas as exterminações de milhões de pessoas, durante o Holocausto, pela Alemanha Nazista, onde ao menos meio milhão de CIGANOS foram cruelmente mortos.( 27/01/45 foi quando o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio dos nazistas). Há inclusive a data de 2 de agosto (Dia Internacional em Memória ao Holocausto Cigano), onde são lembradas mais especificamente estas exterminações . O texto abaixo falará principalmente dos ciganos.
Mulheres, idosos, homens e crianças foram torturados, perseguidos e mortos, apenas por serem ciganos. Os livros lembram apenas os judeus, que também sofreram demais, mas normalmente omitem sobre a população cigana. Haviam campos de concentração, em que os ciganos sabiam que estavam para perecer, mas, contam alguns históriadores, que os ciganos cantavam e dançavam, para distrair suas crianças e morrer de acordo com sua maneira de viver, sempre alegres, cantando e celebrando.
O tratamento desumano, as terríveis experiências médicas, as câmaras de gás e os crematórios, e outros tantos horrores cometidos pelos alemães nestes campos de concentração, supomos suficientemente conhecidos por todos. Estima-se que 500 mil de ciganos foram assassinados pelos nazistas. Os números exatos nunca serão conhecidos, mas todos os documentos provam que os judeus não foram as únicas vítimas da perseguição racista pelos nazistas. A única diferença é que o holocausto judeu, e com justa razão, até hoje sempre costuma ser relembrado e não faltam memoriais para lembrar isto, inclusive em Auschwitz. O holocausto cigano, no entanto, costuma ser varrido debaixo do tapete, costuma ser simplesmente ignorado ou esquecido, como algo de menor importância, ou pior ainda como algo que nunca aconteceu, e praticamente não existem monumentos que lembram o holocausto cigano.
A II Guerra Mundial terminou há pouco mais de meio século. Centenas de milhares de judeus receberam indenizações do governo alemão, e o povo judeu recebeu uma Pátria nova (Israel 1948). Os ciganos nunca foram indenizados e nunca receberam nada, sob a alegação de que foram perseguidos e exterminados não por motivos “raciais”, mas por serem associais e criminosos comuns; outros tiveram seus pedidos de indenização negados porque não conseguiram apresentar os testemunhos necessários.
O famoso Tribunal de Nuremberg, instituído pelos ‘aliados’ logo após a II Guerra Mundial para condenar europeus que cometeram crimes contra a Humanidade, concentrou suas atividades em crimes contra judeus, mas não há registro de criminosos de guerra condenados por crimes cometidos contra ciganos. Inúmeros judeus – e com toda a razão – tiveram oportunidade para apresentar seus depoimentos e suas denúncias, mas nenhum cigano foi convocado ou aceito para depor ou para denunciar.
Ainda hoje o holocausto cigano é pouco conhecido do grande público. Também em documentários e em comemorações das vítimas do holocausto nazista, ou em monumentos construídos em sua homenagem, sempre são lembrados apenas os judeus, e nunca os ciganos. Pelo contrário, mesmo depois da guerra os ciganos continuaram sendo discriminados da mesma forma, ou talvez até pior do que antes. Atualmente, no entanto, em livros e revistas que tratam do holocausto, está se tornando ‘politicamente correto’ falar não apenas dos judeus, mas também dos ciganos, enquanto também o número de livros e artigos que tratam do assunto está aumentando sempre mais.
Mesmo depois da guerra, os ciganos continuaram sendo discriminados da mesma forma, ou talvez até pior do que antes. Principalmente nos círculos policiais, todas as antigas ideologias e imagens anti-ciganas continuaram existindo, pelo que nada mudou também nas atitudes anti-ciganas, excluindo-se apenas o genocídio. Os ciganos continuaram pessoas indesejadas e odiadas em toda a Alemanha. Até vários dos assim chamados ‘ciganólogos’ alemães continuaram publicando ensaios nitidamente anti-ciganos.
Daí porque a imprensa não se cansa de noticiar incêndios de residências ciganas e outras violências contra ciganos e contra outras minorias étnicas em vários outros países europeus, cometidas por neo-nazistas, skinheads e outros grupos ultra-direitistas, ou a repatriação forçada, pelo Governo, de milhares de ciganos para seus países de origem. Na Europa de hoje, apesar das belas recomendações pró-ciganas da União Européia, a vida dos ciganos ainda é muito difícil, e os tradicionais preconceitos e as centenares discriminações continuam existindo, fortes como antes.
Infelizmente, a Europa e o mundo todo,ainda tem enorme preconceito com a população cigana e mesmo alguns países não matando diretamente os mesmos, o fazem de variadas formas, seja com repressão e violência policial, seja os renegando à miséria e total abandono do Estado. Seja fazendo com que bairros inteiros sejam demolidos (Turquia), ou com alguns sendo expulsos de países (como fez a França). Outros proíbem os ciganos de circular livremente nas cidades (Itália). Além destes, há muitos casos de preconceito extremo e casos de violência policial, de grupos extremistas ou da própria população. Incluindo o próprio Brasil, onde há diversos relatos e ocorrências contra o povo cigano.
É chegada a hora das pessoas, dos governos, das entidades não governamentais, das intituições religiosas e de Direitos Humanos, passarem a olhar com mais atenção o povo cigano. Entender seus costumes, suas necessidades de moradia, de saúde, de educação e entender que a grande beleza do mundo está nas diferenças culturais que fazem deste planeta um lugar tão cheio de possibilidades de conhecimento e vivências.
Que possamos, ciganos e não ciganos, sempre lembrar que acima da nacionalidade, cor da pele ou costumes, somos todos irmãos e filhos do mesmo Deus.
(Rodrigo Lutfi Coimbra) -
Fonte: site: Descontruindo o Nazismo
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Os 7 mandamentos da cartomante
1- Fazer das cartas não somente um oráculo, mas um meio de ajudar ao próximo.
2- Manter a fé e a esperança noncoração de seu consulente.
3- Respeitar todas as crenças e religiões, porque todos os caminhos levam a Deus.
4- Não fazer de suas cartas instrumento de brincadeira, muito menos emprestá-las a alguém.
5- Não se importar quanto tempo levará a consulta; importar-se, sim, em deixar o consulente sair com a alma e a esperança resgatadas.
6- Mostrar ao consulente os caminhos indicados pelas cartas, mas deixar que ele faça a sua própria escolha.
7- Ter a humildade de agradecer aos dons divinos, conscientes de que somos apenas um instrumento. Sejamos, então um instrumento de paz.
sábado, 3 de setembro de 2016
Oração de Defesa contra feitiços e maldições.
Oração das Santas Almas Ciganas, para o amor.
Oração de Santa Catarina para casos de amor
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
terça-feira, 21 de junho de 2016
A vida cigana
Imaginem as estradas precárias por onde transitavam suas carroças. Sujeito às condições climáticas, o comboio enfrentava a tormenta da chuva e do frio. As carroças eram tombadas pela fúria dos ventos, ou as rodas ficavam atoladas na lama. Crianças pequenas choravam, com medo da manifestação da Natureza; as mães ficavam temerosas pela integridade física dos pequenos; as mulheres grávidas, expostas aos acidentes; os mais idosos também igualmente permaneciam expostos. Contudo, todos acorriam no socorro à carroça acidentada.
Quantos partos foram feitos durantes esses momentos de tormenta! As parturientes contavam apenas com a destreza das mais velhas do clã. Tantos e quantos partos complicados foram vencidos, quando não pela destreza, foram-no pelas simpatias e orações feitas com fervor. A mesma situação era vivida por outros clãs em países distantes, que, dependendo da região, enfrentavam também a neve, no entando a situação em si não se diferenciava uma da outra.
Durante a calmaria, tudo era festa. Porém, tudo tem seu preço. Confrontando a visão poética da liberdade cigana, do povo ao redor da fogueira cantando e dançando, temos também a realidade das suas necessidades básicas, a exemplo da higiene. Normalmente, procuravam acampar próximo a rios, de onde podiam colher água potável para beber, cozinhar, tomar banho, lavar as roupas, etc. Entretanto, nem sempre era possível encontrar condições tão favoráveis. Acampavam, então, nos arredores de uma cidade. Nesse caso, precisavam recorrer à boa vontade à boa vontade dos moradores: batiam às portas das residências pedindo água potável e quando eram bem recebidos, enchiam grandes galões e os carregavam para o acampamento, porém era necessário economizar água. Quanto ao banho e às roupas a serem lavadas, a dificuldade era ainda maior, pois nem sempre os ciganos eram bem-vindos; o que é até compreensível, já que quando alguém permitia o uso do tanque de lavar roupas ou do banheiro para que tomassem banho, imagina o que acontecia. Todos corriam para a mesma casa. O que com certeza deveria ser extremamente desagradável para os seus moradores, pois era comum ouvir reclamações por parte destes, em relação ao alvoroço feito pelos ciganos.
Tais situações eram passageiras; o clima mudava, as carroças danificadas eram recuperadas e voltavam à estrada. A única dificuldade persistente, impossível de ser vencida, sempre foi o preconceito. Durante todos esses anos, os ciganos foram acusados de coisas absurdas. Entretanto, nunca se deixaram abater.
Livro: Ciganos, Rom – um povo sem fronteiras
Autor: Nelson Pires Filho.
domingo, 19 de junho de 2016
Ritual e utilidades do azevinho.
Azevinho (ou Azevim) é uma árvore ou arbusto ornamental do gênero Ilex. O azevinho é comumente usado para adornar igrejas e casas na época de Natal (EUA e Europa), e por isso é associado a cenas de boa vontade e alegria.
Este ritual deverá ser executado na noite de São João (24 de junho), e a faca a ser usada deverá ser virgem e de fino aço. O azevinho tem de ser apanhado à meia-noite em ponto. Ao cortá-lo, abençoe-o em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; depois é só levá-lo ao mar e passá-lo pelas sete ondas. Ao banhá-lo deverá rezar o credo por sete vezes, e com a mão direita vá fazendo cruzes em cima do azevinho. Quando for fazer qualquer ritual no mar, não esqueça de saudar as correntes de energias espirituais que governam o mar, é um território sagrado e merece muito respeito.
Utilidades do Azevinho
O azevinho atrai fortuna, e propicia caminhos abertos para negócios e felicidades. É um talismã poderoso, é usado para diversos fins, inclusive para obter sorte. Muitos comerciantes costumam pendurá-lo na entrada de suas lojas e todas a manhãs fazem uma oração em louvor a Deus e a seu talismã: "Deus te salve, azevinho, criado por Deus".
domingo, 12 de junho de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
Oferenda para saúde
Em uma sexta feira (só NÃO pode ser de lua minguante) cozinhe na pressão 1/2kg de canjica. O ponto é quando ela ficar bem mole. Reserve e espere esfriar, coloque ao lado um copo com água.
Escreva em um papel com caneta azul ou lápis seu nome de batismo completo, coloque a canjica e cubra tudo com algodão. No meio acenda uma vela de 7 dias, faça a oração de Oxalá e rogue a Ele sua saúde perfeita. Após 7 dias despachar embaixo de uma árvore bem bonita.
* O ideal é fazer essa oferenda antes das 18hs, não pode ser a noite.
* Você pode tomar um banho de 3 punhado de sal grosso, do pescoço pra baixo, pedindo que todo mal seja descarregado e levado pra bem longe e depois em seguida o banho da água da canjica (frio), desde cabeça, pedindo a Oxalá saúde, paz e vida longa.
* Deixe a oferenda no seu altar de umbanda, se não tiver deixe em um lugar tranquilo de sua casa.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
"Àwọn Ìyámi Àjẹ́ – Minhas Mães Feiticeiras"
Àjẹ́ é como são conhecidas as feiticeiras em território Ioruba (Nigéria), também chamadas de Ẹlẹ́yẹ (Senhora do Pássaro) e “carinhosamente” de Ìyámi (Minha Mãe), maneira apaziguadora de se referir as feiticeiras.
No Brasil tem existindo grande confusão em relação à Ìyámi Òṣòròngà (Divindade Senhora das Feiticeiras, também chamada de Ìyámi Àjẹ́ e Ìyámi Ẹlẹ́yẹ), Ìyámi Ayé (Divindade Terrestre) e principalmente as Àjẹ́ (Feiticeiras), o termo ioruba ÌYÁMI (que literalmente quer dizer MINHA MÃE) é um termo utilizado para referir-se a diversas energias, e é ai onde mora o perigo e resulta nesta enorme confusão encontrada hoje no Brasil, pessoas se declarando Àjẹ́, iniciando-se em Ìyámi e até entrando em transe de algo que desconhecem e inúmeras outras coisas absurdas.
Na Nigéria o culto a Ìyámi Òṣòròngà, consequentemente o culto de Àjẹ́ (feiticeira) e Oṣó (feiticeiro), é secreto e muito restrito a iniciados e as pessoas que são pactuadas nesta energia, e as mesmas não saem declarando isso aos quatro ventos, como ocorre no Brasil. Existindo inclusive, famílias de Ifá na Nigéria que não aconselham a iniciação de pessoas neste culto.
Hoje em dia no Brasil, com a grande disseminação da religião Wicca (religião que respeito bastante), muitas pessoas querem ser bruxas e bruxos e isso acaba percutindo de uma maneira negativa dentro de nossa Religião (Ẹ̀sìn Ìbílẹ̀ Yorùbá), pois, as pessoas acreditam que basta ser iniciado (raridade) ou pactuado no culto a Ìyámi Òṣòròngà e já podem sair por ai se declarando Àjẹ́ = bruxas e Oṣó = bruxos.
Aos incautos, desejo apenas cuidado...
Espiritualmente falando, as Àjẹ́ e Oṣó pertencem ao grupo dos Àjògún, guerreiros que lutam contra o homem e prezam o equilíbrio do Universo, liderados por Èṣù e Ìyámi Òṣòròngà, energias que só devem ser cultuadas por aqueles que possuem equilíbrio, que não é o caso de muitos aqui no Brasil e limites, para que amanhã não acabem tornando-se o alimento destas energias (espíritos).
Essas energias vieram ao mundo pela primeira vez, através do Odù (signo de Ifá) Ọ̀sá méjì (Ọ̀sá Ẹlẹ́yẹ), na cidade nigeriana de Ọ̀tà, Ògún State, Nigéria.
Quando encarnadas, possuem forças espirituais fabulosas, passando a serem respeitadas e muito temidas pela sociedade. Deixando claro que, uma Àjẹ́ de verdade, dificilmente declara-se.
Ìyámi Àjẹ́ são energias que, até mesmo os mais sábios sacerdotes (mẹ̀gùn) ou magos (ọlọ́ògùn) experientes possuem cautela ao manipularem.
Encontramos três tipos de Àjẹ́, assim como Oṣó (o masculino delas).
Àjẹ́ funfun, feiticeiras ligadas ao àṣẹ funfun (branco), são as menos perigosas, mais “sensatas” e proporcionam proteção aos seus, mas deixo claro que, também MATAM, mesmo que seja para proteger.
Àjẹ́ pupa, feiticeiras ligadas ao àṣẹ pupa (vermelho), completamente letais, capazes de causarem doenças, epidemias e grande derramamento de sangue, até a uma comunidade ou família inteira, matam de maneira muito dolorosa.
Àjẹ́ dúdú, feiticeiras ligadas ao àṣẹ dúdú (preto), as mais TEMIDAS, trabalham na madrugada e levam a morte certeira, aos incautos, mais uma vez, CUIDADO...
Quando encarnadas essas forças não se prendem a laços emocionais com ninguém, nem mesmo aos próprios filhos ou entes queridos. Participam de sociedades secretas, sabem transformar seus espíritos em pássaros e vão até a casa de seus inimigos ou de inimigos dos outros promoverem males e se “alimentarem”.
A todos aqueles que gostam de manipular a energia de Ìyámi Àjẹ́ (Ìyámi Òṣòròngà) e de seu séquito = àwọn àjẹ́ (feiticeiras), como se fossem brincadeira de criança, simplesmente para mostrar poder e gerar temor nos outros, cuidado...
Elas são completamente insensíveis e dolorosas...
Por Hérick Lechinski (Ọlọ́jòlá Ejòtọ́lá)
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"Cultuar Ọ̀bàrà no dia 06/06, certo ou errado?"
É uma tradição de inúmeras Casas de Candomblé (Ilé Àṣẹ) e seus adeptos, fazerem festas, homenagens e oferendas para Ọ̀bàrà méjì (Odù), todo ano no dia 06/06.
Mas pergunto a todos estes que realizam essas “comemorações”, de onde veio esta tradição, qual é a origem dela?
Isso é certo ou errado?
Para podemos chegar a uma explicação conclusiva se isso é correto ou não, temos antes que ter o conhecimento de alguns temas. O primeiro deles o que é ou são Odù’s?
Odù’s são “signos” de Ifá. São “capítulos” de uma Tradição Oral Nigeriana, chamada e conhecida por IFÁ. Em alguns ìtàn’s (relatos antigos, sagrados e orais desta Tradição Cultural) esses Odù’s são personificados, mas é algo simplesmente simbólico, e acredito-me, é o que gerou a grande confusão na cabeça de algumas pessoas (alguns sacerdotes e adeptos do Candomblé), que passaram a acreditar que os Odù’s são Divindades, assim como os Òrìṣà. E no Brasil, criou-se o hábito de “assentar” os Odù’s, principalmente Ọ̀bàrà (por acreditarem que o mesmo traz riqueza e prosperidade), fazer oferendas, festas e etc., há alguns Odù’s que certos sacerdotes dizem que é até melhor “despachar”. Mas temos que deixar claro que: essas concepções são totalmente ERRÔNEAS.
- Odù’s não são Divindades iguais aos Òrìṣà.
- Não se “assenta” Odù’s, assim como se “assenta” os Òrìṣà.
- Não devemos alimentar Odù’s, muito menos despacha-los.
Outra coisa, os Odù’s são em um total de 256, 16 primários (Mẹ́rìndínlógún Odù Àgbà) e 240 secundários (Ọmọ odù) e nosso Ano possui apenas 12 meses, e ai?
Como fazemos?
Só festejaremos até o 12º Odù?
Bem complicado isso né?
Para deixar mais complicado ainda e mostrar que essa comemoração é infundada, vamos lá, Ọ̀bàrà (méjì) na ordem de senioridade de Ifá, ocupa o 7º lugar e não o 6º, então, se realmente existisse uma comemoração para o mesmo, algo que não existe dentro de sua tradição original, o mesmo deveria ser comemorado no sétimo mês do ano e não no sexto.
E mesmo assim, continua a pergunta, se são 256 Odù’s e apenas 12 meses, como faríamos com os outros?
A resposta mais tradicional para essa pergunta é: NÃO FARIAMOS. Não festeja se ou comemora-se Odù.
Odù’s são também configurações oraculares, utilizadas nos oráculos sagrados dos Iorubás e dos Fons, em oráculos como Ikin Ifá, Ọ̀pẹ̀lẹ̀ Ifá e Mẹ́rìndínlógún Ifá (Jogo de Búzios).
Ọ̀bàrà (Méjì) não é apenas o Odù da prosperidade, é também o Odù que fala de mentira, traição, miséria, inveja, e outras negatividades. Através deste “signo”, se assim podemos descrever, falam inúmeros òrìṣà, como Èṣù, Ọbàtálá, Ṣàngó, Ọ̀ṣọ́ọ̀sì, etc., então, o que seria correto é alimentarmos estes Òrìṣà, dentro deste Odù, ou seja, pelas indicações deste Odù. Isso é o correto de acordo manda a tradição original.
As pessoas que fazem oferendas e festas a Ọ̀bàrà, estão na verdade alimentando Èṣù e algumas vezes Ọ̀ṣọ́ọ̀sì. E dizendo que é Ọ̀bàrà.
Se o leitor for até alguma Casa de Religião Iorubá (Ìṣẹ̀ṣe) ou Religião Afro-brasileira (Candomblé) e falarem que você deve assentar Ọ̀bàrà para ter prosperidade ou dar oferendas para o mesmo, procure outra casa, com certeza o sacerdote desta casa não conhece o que é Ọ̀bàrà. Existe sim, oògùn (magias, medicinas, preparados) que são feitos dentro deste Odù e ficam em nossa casa para que nos gere prosperidade, mas não são assentamentos (Ojúbọ, Àmì Òrìṣà), são oògùn (medicinas, magias, amuletos).
Bom caro leitores, acredito que depois desta explanação, podemos concluir perfeitamente que: NÃO COMEMORA-SE Ọ̀BÀRÀ no dia 06/06 (Seis de Junho). Ọ̀bàrà não é uma Divindade, também não é um Èṣù. Ọ̀bàrà é um “signo” de Ifá. Uma configuração oracular. O capítulo de uma Tradição Oral Iorubá, que narra inúmeros mitos antigos (ìtàn’s).
Espero com este pequeno artigo, ter contribuído para a finalização deste costume infundado existente no CULTO A ORIXÁ NO BRASIL.
*Artigo de minha autoria, publicado na Revista (online) Falando de Axé, Edição Maio e Junho de 2012.
Por Hérick Lechinski (Ọlọ́jòlá Ejòtọ́lá)
domingo, 5 de junho de 2016
Oração ao Cigano Iago
Meu querido protetor cigano Iago,
Tu que ès um homem valente e guerreiro.
Ès a força ancestral cigano, ès poder.
Ès a sabedoria no caminhar a cada noite e a cada dia.
Que seu punhal forte e certeiro me proteja de toda maldade espiritual e terrena.
Iago, cigano guerreiro não deixe que meus inimigos possam me prejudicar e nem tramar contra mim.
Tu que ès meu amigo protetor, não deixe de trilhar nenhum dia ao meu lado,
Que com sua ajuda a minha fé não esmoreça durante a batalha.
Que tu sejas meu advogado nos caminhos da vida.
Dai a mim sua calma para agir, sua sabedoria para superar os obstáculos e a sua proteção onde quer que eu vá.
Amado Iago, eu lhe ofereço essa vela para que evoluas no mundo espiritual,
A chama desta vela para que possa crescer a minha força intuitiva cada vez mais.
Que a minha intuição seja despertada a cada nascer do sol e a cada anoitecer da lua.
Ofereço essa água e esse vinho por um pacto que firmo contigo.
Ofereço este incenso para que purifiques o meu altar, a minha Ófisa, a minha casa e a minha vida.
Eu te peço que os meus pedidos (fazer os pedidos) sejam atendidos.
Assim seja, Arriba Cigano Iago.



